"Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre...
Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida...
Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito
é o mesmo que cravar uma faca no peito.
Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:
não amar é sofrer; amar é sofrer mais!"
- Juca Mulato; Menotti Del Picchia
mercoledì 23 aprile 2008
giovedì 10 aprile 2008
"Um filósofo, portanto, é uma pessoa que reconhece que há muita coisa além do que ele pode entender e vive atormentado por isto. Desse ponto de vista, ele é mais inteligente do que todos que vivem se vangloriando de seus pretensos conhecimentos. 'Mais inteligente é aquele que sabe que não sabe', lembra-se? O próprio Sócrates dizia que a única coisa que sabia era que não sabia de nada. Grave bem esta afirmação, pois esta confissão é uma coisa rar mesmo entre os filósofos. Além disso, é tão perigoso fazer uma declaração dessa assim publicamente que ela pode lhe custar a vida. Os que questionam são sempre os mais perigosos. Responder não é perigoso. Uma única pergunta pode ser mais explosiva do que mil respostas."
Gaarder, Jostein; O Mundo de Sofia; pg 83.
martedì 18 marzo 2008
MÚSICA?
É, música. É todo o bom fluido que corre dentro de todas as nossas veias, são todas as vibrações. A música é um dos elementos centrais de nossa vida, ou pelo menos, da minha! Ela traz consigo algo que a faz divina e ao mesmo tempo efêmera. Entra em nossa cabeça e sem querer planta um sentimento. Uma música é como uma "corrente do bem", que traz uma idéia e seus seguidores. Música muda o nosso humor, ou mudamos a música conforme o humor, tanto faz. Ela parece durar pra sempre, e por muito mais tempo que nós. Enfim, música é tudo existe em nós, sentimentos, expectativas. Música é o que pensamos. São as vibrações que nossos corpos produzem. Ela é, deficinitivamente, o bom fluido.
lunedì 17 marzo 2008
"Estabeleceu-se em seguida uma conversaçãoo entre a marquesa e o diplomata, que, segundo o uso, trataram em um momento de mil assuntos: a pintura, a música, a literatura, a política, os homens, os acontecimentos e as coisas. Depois, insensivelmente, entraram no eterno assunto das conversações francesas e estrangeiras: amor, sentimentos e mulheres.
- Nós somos escravas.
- Não, são rainhas.
[...]
Existem pensamentos a que obedecemos sem conhecê-los: estão em nós sem o sabermos. Ainda que esta reflexão possa parecer mais paradoxal do que verdadeira, qualquer pessoa de boa fé encontrará na sua vida mil provas em seu apoio."- Balzac, Honore de. A Mulher de Trinta Anos. Pg. 83
giovedì 13 marzo 2008
domenica 2 marzo 2008
lunedì 18 febbraio 2008
"Para Miguel, já não importava mais. Procurou voltar ao rancho velho, o mesmo que há anos atrás lhe trouxera alegrias e tristezas. Entrou no antigo galpão, que cheirava a capim novo, e buscou sua rosilha. Vez e outra ainda castrava um bagual, mas agora, isto não fazia mais parte. Procurou ali, entre antigos pelegos, algo para recostar-se, e esqueceu-se do mundo por um momento. Havia muito tempo, ele não cultivava seus amores. E lembrou-se de quantas vezes os deixara escapar. Levantou-se e encilhou o pingo, que respondia feliz aos afagos do rapaz. Este havia perdido o brilho de lua que tinha nos olhos, entrou na velha casa e encontrou, recostados à velha parede da lareira, sua antiga guaiaca, sua garrucha e seu lenço dobrado. Lembrou-se dos dias do seu passado, quando em dias risonhos, fora amansador. De seus companheiros conhecia apenas as histórias, de cavalos mansos e mancos. Do mundo, conhecia apenas o que queria. Juntou todas as coisas e saiu, montou na rosilha que agora a chamava Morena, e disse um adeus ligeiro, doloroso. Transformaria tudo em poema, algum dia. Seguiu sua estrada d'espacito, antes do primeiro olhar do sol, porque tinha muito a andar e não sabia onde chegar. Entendia em Morena que a vida é passageira, e seus olhos agora lhe diziam o que fazer. Procurou lembrar-se de Sinhá Anita, que deixara no Alegrete. Por certo já estava casada, fazia tanto tempo. Deixou as lembranças. Disse adeus. Dali para frente as rédeas eram dele e de Morena, e levava consigo a certeza de esquecer o passado. [...]"
domenica 17 febbraio 2008
"E do rancho se fez nada,
foi-se embora a peonada,
soluçando pela estrada.
Montei no lombo do taura,
e até mesmo minha alma,
soltou um relincho de dor.
Lembrando dos dias a fio,
dos dias de sol,
dos dias de vida e cor.
E com meu pingo, fui-me embora
p'outros cantos,
procurar novos encantos,
pra não ser um sofredor.
Mas a saudade, como sempre traiçoeira,
não me deixa, nem que eu queira,
esquecer a velha morada,
onde em noite enluarada
teus olhos procurei."

